vale quanto pesa

Le Jazz – nada de improviso, tudo de resultado

10/02/2010 · Deixe um comentário

Estou sem tempo de atualizar o blog, mas preciso falar, nem que seja rapidamente, desse bistrô. Quer comer bem e pagar baratgo, vá lá. Preço ótimo, ambiente charmosinho e ainda dá pra dividir o prato. Depois “posto” mais detalhes. Mas quero indicar já. http://lejazz.com.br

Alguns pratos experimentados são muito acertados, brie empanado.. Filet au poivre.  O claufutis de framboesa é enorme, bem servido…. O hamburguer que meu marido pediu veio bem passado, sem muito encantamento…. Mas o preço vale, depois eu coloco.

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O resultado da mistura de Arrigo Barnabé com falafel tá na Casa de Francisca

28/10/2009 · 1 Comentário

A Casa de Francisca se diz um café-teatro. A música é a arte principal, mas a cozinha é uma ótima coadjuvante. O cardápio não é enxuto, é mínimo mesmo, mas tudo é tão gostosinho e leve. Perfeito pra aguardar  pequenos espetáculos de música do mais alto gabarito. Em novembro começa uma temporada, aos domingos, do show “Arrigo Barnabé em Caixa de Ódio – o universo de Lupicínio Rodrigues”. Estou louca pra ir. E quando for,  ficarei vigilante como um compositor ciumento pra não me roubarem de novo mais da metade do pão folha da Piu Piu, com coalhada seca, zattar, tomate e hortelã.

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Così – um porto seguro em São Paulo

20/08/2009 · 2 Comentários

É quase um desrespeito aos queridos amigos leitores desse blog demorar tanto para postar minhas impressões do Così(Rua Barão de Tatuí, 302 – Santa Cecília, tel: 3826-5088). Não posso dizer que esse restaurante seja um ótimo custo-benefício. Ele é barato mesmo para o que oferece. Todos deveriam ir lá, pelo menos uma vez, pra prestar um tributo à comida de qualidade por um preço honesto, ou pra me xingar depois, por tanta babação.

No dia 11 de junho fui ao endereço pela primeira vez, desde que deixou de ser o Família Melilli. Eu e minha mãe pedimos de entradinha uma polenta rústica com gorgonzola, pistache e damasco. Não deu tempo de tirar a foto. Boa demais! Pecaminosa, por 18 reais.

Yara Reimberg

polenta rústica così

Depois de escancarar o apetite, minha mãe pediu uma lasanha de pato com cogumelos e abóbora muito boa, por 33 reais.

Eu queria algo mais light. Fui de peixe assado na argila com legumes e creme de sardella. Por 37 recebi um robalo no ponto, úmido, macio e bem acompanhado.

Yara Reimberg

peixe na argila Così

Yara Reimberg

peixe com moho de sardella

Pela bela impressão, voltei lá dois dias depois com meu marido, meu primo baiano Alex e a namorada, Mari e Marquinhos, personagens eternos da minha jornada. Sabe pra quê? Pra sentar à mesa do chef. Tal posição dá direito a um menu degustação de 5 ou 8 pratos. Escolhemos o de 5 (só almoço). Espero que minha memória não me traia. Começamos com fois gras, depois veio camarões com abóbora e tinta de lula, depois um ovo com azeite trufado e polenta rústica (uiii), depois veio uma carne, acho que era pato, e depois a sobremesa de chocolate.
Nesse festival de “tantos depois” o camarão e o ovo ficaram na memória, estavam maravilhosos. Do foie gras, com todo respeito não me lembro muito, a carne estava um pouco dura e a sobremesa era apenas boa.

De um modo geral a refeição foi maravilhosa, e quando lembro que custou 55 pilas por cabeça, quero morrer de felicidade.

Bem, voltei lá de novo, no começo de julho pra comemorar o aniversário da minha amiga Carla. Comi um risoto de polvo com azeitonas verdes. Se comida é restauradora, saí nova em folha depois da pratada.

O preço honesto não é mágica, é opção. O chef Renato Carioni, que estava presente em todas as vezes em que fui lamber os pratos do Così, diz que prefere ganhar em número de couverts do que em margem. Além disso, ele escolheu um ponto fora dos circuitos badalados. Na minha opinião, um lugar muito charmoso: a Santa Cecília.

Vida longa ao Così.

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Dica do Juarez: Bola Preta

27/07/2009 · 1 Comentário

Yara, sempre sigo suas sugestões…ótimas… posso dar uma? lembra do Bar Supremo? o Américo Marques da Costa um dos donos…depois da Casa Europa, que não é mais dele…abriu o Bola Preta, esquina da R.José Maria Lisboa com a Al. Campinas. Gostei da comida, do preço e do ambiente…avalie e aproveite! Aos sábados tem uma feijoada super honesta! A Alessandra comeu um poivre muito bom e sobremesa tem o Toucinho do Céu do velho Supremo! Um beijo para vc. e Marcelo.

Juarez (comentário postado no about)

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Dica da Mari: Due Cuochi Cocina

27/07/2009 · 1 Comentário

Yara, segunda vez no Due Cuochi Cucina. Vc precisa ir e avaliar se estou louca ou a comida é divina mesmo…

Mari, (comentário postado no  “about”)

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O Killa é do Peru!

23/06/2009 · 2 Comentários

Não conheço bem a comida do Peru. Minha experiência se resume ao que comi no Brasil. Aliás, provei um ceviche há muitos anos, no restaurante De Comer, em Salvador, na Bahia, que na época adorei. Era um camarão marinado no abacaxi acompanhado de batata doce! E no AK Delicatessen experimentei uma chupe uma sopa típica com camarão e ovo. Maravilhosa.

Abriram três restaurantes peruanos em São Paulo nos últimos meses: o La Mar, o Salero e o Killa – perto da minha casa, thanks God, porque na região tem pouco restaurante interessante.

No dia dos namorados consegui fazer uma reserva no Killa e tive uma grata surpresa. Casa simpática, comida gostosa a um preço honesto. Tem gente que acha que as porções são mínimas. Não achei.

Pedimos duas entradas: mini-causa – um amassadinho de batata recheado com frutos do mar e uma espécie de molho de abacate. Interessante, por R$ 18. E calamares tacu tacu. Por R$ 16 comemos uma lula recheada com uma massa felita de lentilhas e ervilhas. Adorei. 

foto: Yara Reimberg

mini causa

calamares tacu tacu

calamares tacu tacu

Como prato principal pedimos um lomo saltado pra dividir por R$ 32. Um filé mignon com especiarias e batata frita.

O Georges, sócio da casa, tinha uma ótima opção de vinho pra acompanhar as entradas: o espumante rosé português 3B da Filipa Pato (uva: Baga 75% e Bical 25%), que, pro meu paladar, combinou muito bem com a lula.

A sobremesa – mousse de frutas tropicais com suspiro, não me disse muito; ao contrário do brinde do dia dos namorados. Ganhamos uma sugestiva mini-garrafa de um creme de chocolate com um pincel pra incitar a imaginação… Volto lá pra provar os ceviches! 

brinde pra namorar, oops, pra namorados rs rs

brinde pra namorar, oops, pra namorados rs rs

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Chez Fabrice: bistrô com preço de restaurante

14/05/2009 · 4 Comentários

Queria muto ir ao Chez Fabrice (r. Mourato Coelho, 1.140 – Vila Madalena – tel: (11) 3032-4227), depois que vi uma matéria na revista Época São Paulo sobre esse bistrô francês.  A matéria elogiava a relação custo benefício, os preços pareciam ótimos e os pratos apetitosos. E lá fui eu atrás de um BBBB (bom, bonito, barato e bom trato).
Bem, nesse restaurante provençal encontrei alguns Bs, mas não todos.
Vejamos:
Couvert: sem dúvida 4 Bs. Por R$ 6 reais eu tive brioche com ervas bom, não maravilhoooso, mas com gostinho de “feito em casa”; mais queijo cremoso com tapenade, e berinjela.

entre os pães, brioche com ervas

entre os pães, brioche com ervas

O serviço era superatencioso, mas não tínhamos nenhum sommelier na casa (também, como eu fizesse muita questão).
Pratos:
Eu comi uma merluza ao molho de vinho tinto, que estava magnífica, por R$ 34. O preço parece ótimo, mas o fato é que o acompanhamento – no caso pedi um ratatouille, custa R$ 8. Aí o peixe vai para o preço médio de restaurantes da mesma categoria: R$ 42. Já não sei se é caro ou barato. Fui com uma gana de achar um restôzinho mais barato que perdi a capacidade de avaliar. Mas o prato tava muito bom.

vinho do molho não brigou com o peixe

vinho do molho não brigou com o peixe

Minha mãe pediu o carré de cordeiro com purê , que também estava excelente. Saiu por R$ 42 + tian de abobrinha e tomate, por R$ 8, dá R$ 50 o prato. Nada barato.
De sobremesa experimentamos a torta de maçã com sorvete, bem servida, por R$ 12.

torta de maça: farta, massa um pouco mole

torta de maça: farta, massa um pouco mole

O tian e o ratatouille são acompanhamentos tão frugais, a decoração é tão despretenciosa, o preço poderia ser um pouco melhor. Mas justiça seja feita eles têm um menu executivo.
Caro, barato, caro… Sei lá! Eu recomendaria o restaurante? Recomendaria, mas se os preços fossem mais de bistrô, eu indicaria.
Para quem se interessar, uma taça do francês Chateau Bel Air, apenas “tomável” sai por R$ 19.

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Dona Onça: um boteco 5 estrelas

27/04/2009 · 1 Comentário

Washington Olivetto, Raí, Cadão Volpato, Theo Werneck, Barbara Paz, (eu e a minha tchurma -hehehe)… Era um sabadão na hora do almoço e essa constelação de famosos ou semi-famosos estava atrás da Dona Onça, ou melhor, da comida dela. Faz pouco mais de um ano que a Janaína Rueda, mulher do chef Jefferson Rueda, abriu um bar no edifício Copan no centro de São Paulo.

Identificar o lugar como um boteco causa um certo estranhamento. A comida é bem cuidada demais prum boteco e cara demais prum boteco a carta de vinhos é sofisticada demais prum boteco e a seleção de cervejas idem… Enfim é um restaurante com cara de boteco, vai ver que é por isso que faz sucesso. Além de tudo é um charme, resgata uma São Paulo que pensamos um dia ter existido.

Começamos com um carpaccio de boi, parmesão e azeite trufado, por 23 contos. Não consegui encontrar o gosto da trufa, mas estava muito gostoso.

Pedi uma Eisenbahn Strong Golden Ale por 8 pilas. Uma cerveja brasileira e mesmo assim maravilhosa. Que bom ter opção!

Meu marido pediu um hambúrguer com queijo ementhal e fois gras, 28. Gordo e gostoso. Minha amiga Mari gostou do picadinho dela, com arroz, ovo frito e tartar de banana.

Um filé au poivre com mandioca chips , 39, foi a minha pedida e do meu amigo Marquinhos Maciel. O molho estava reduzido demais e um pouquito mais salgado do que eu gostaria, muito denso. Mas não comprometeu, comi com gosto e o Maciel amou.

Filé au poivre com mandioca chips

Filé au poivre com mandioca chips


As sobremesas surpreenderam: cheescake de catupiry brûlée com calda quente de goiabada cascão, 14. E o ótimo cálice de frutas com espuma de chocolate branco e sorvete de cupuaçu, 12.

E o melhor: o café bem tirado vem acompanhado pelos brasileirinhos brigadeiro e doce de leite (tipo pingo de leite – cremosos por dentro com casquinha por fora).

Apesar das misturas fois gras, rabada, picadinho… do cardápio, ele é bem brasileirinho. Ótimo pra causar boa impressão nos amigos estrangeiros que vêm nos visitar. Só não o engane dizendo que aquilo é um bar, rs.

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SAJ é BBBB, porque o pai Farabbud também o é. Coisa de Família!

10/04/2009 · 5 Comentários

pães frescos e entradas maravilhosas

pães frescos e entradas maravilhosas

Bom, Bonito, Barato e Bom Trato. Esse conceito eu roubei de uma catalã chamada Catarina. Ela estava me indicando um restaurante 4 Bs em Barcelona. Outra hora falo dele. Mas eu adorei a idéia, inclusive o “vale quanto pesa” surgiu dela. Um 4 Bs na cidade é o Farabbud Um árabe maravilhoso em Moema. Fui lá a primeira vez porque sabia de uma ligação do restaurante com o Bambi, um árabe da alameda Santos, muito bom, que fez parte da paisagem paulistana durante décadas. Eu amava ir lá. Eles inventaram o chocolamour uma sobremesa com farofa doce, sorvete e calda de chocolate, que se espalhou feito fogo em rastilho de pólvora pelos cardápios da cidade. Bem, o Farabbud prometia o mesmo chocolamour, porque um dos donos tinha uma ligação com o Bambi. Lá fui eu atrás da sobremesa e descobri um cardápio sensacional – muito melhor do que o do Bambi. Viciei no Trigo Frique (trigo, frango, carne moída e coalhada). Tudo é muiiiito bom e BARATO. Mas é em Moema, longe da minha rota habitual.

Lendo a Época São Paulo, vi que o filho do dono do Farabbud e um sócio abriram o Saj na Vila Madalena com uma cozinha parecida. Filho de peixe também serve as delícias do pai. O cardápio é ligeiramente diferente e o restaurante maior, mais charmoso. Entrando lá encontrei Juarez, Lesi e Maria Clara – família amiga linda do bairro. Juarez é gourmet dos antigos. Ele é quatrocentão, não por causa do brasão, mas pelo olfato nobre que fareja o que São Paulo tem de bom. Eu falei que estava lá por causa do Farabbud. Ele lembrou do Bambi e do Flamingo. O Flamingo eu não conhecia – também fez história na culinária árabe (no fundo acho que síria).

Procurando o site do Farabbud pra fazer o link, descobri que um dos sócios do restaurante vem do Flamingo e a outra vem do Bambi. Leia a história

Voltemos aos neto Saj. Tem algumas diferenças em relação ao Farabbud e uma delas é genial. Eles servem de entrada pães frescos e quentinhos. E um pão folha com zattar que é de morrer comendo. Por 5,80. (Ehhhh). Pedi o trigo grosso com coalhada que parece o Trigo Frique do pai. Tão bom quanto, mas a porção parecia menor, acho que era entrada. Por apenas R$13,80. Minha maravilhosa amiga Carminha que nos acompanhava pediu uma esfiha de zattar, que estava meio queimadinha e demorou demais pra chegar. Mas também pra conseguir sentar tava demorando 40 minutos.

Juarez havia recomendado o quibe de peixe, que vem com pinole de verdade, mesmo assim não custa o olho da cara (R$18,90). Mas como nos entupimos de pão e, do trio babaganuch, coalhada e homus – excelente, não agüentamos comer mais. Mas você vá lá comer – no Saj e no Farabbud – restaurantes excelentes para tempos mais ou menos bicudos. Flamingo, Bambi, Farabbud e Saj – longa vida às gerações BBBB.

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Tordesilhas: uma sobremesa de romper o tratado

29/03/2009 · Deixe um comentário

O trocadilho com o Tratado de Tordesilhas é tão abestalhado quanto eu fiquei ao comer uma sobremesa criada pela chefe Mara Salles do Tordesilhas. O quê que era aquilo? E eu nem gosto muito de doce. No cardápio ela já prometia, na boca o doce se superou. Cocada de tabuleiro com sorvete de tapioca e calda de tamarindo. É a mais perfeita tradução (leitura) do que a Bahia tem de prazerosa. Se for lá, devore o troço. Infelizmente não tinha levado a máquina naquele dia pra registrar.
Experimentei a tal da perdição no domingão do dia 22 de março. Eu, meu marido e minha mãe fomos ao Tordesilhas para “comer o bufê”. Acho que 50 reais por cabeça, se não me engano. Comida tradicional brasileira bem feita. A chefe, atenciosa, estava servindo os clientes, explicando prato a prato, como comer o barreado… Tudo muito bem feito, mas não necessariamente saboroso. A costela de porco estava perfeita crocante por fora, macia, incrível. Havia um peixe de entrada muito gostoso. Mas a moqueca, por exemplo, estava longe de ser muito saborosa. O barreado é bom, mas não é uma comida maravilhosaaaa. E o pastel de entrada estava muito gorduroso. Acho que esse esquema de bufê é complicado, grandes tachos talvez não permitam a acuidade no tempero sempre. Longe de mim dizer que a comida dela não seja boa. Longe. Acabei de me ajoelhar perante a sobremesa. Além disso, não estou acostumada a ir lá e pedir a la carte. Ponto positivo: vinho em taça Calia Magna Shiraz – bommm.

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