Washington Olivetto, Raí, Cadão Volpato, Theo Werneck, Barbara Paz, (eu e a minha tchurma -hehehe)… Era um sabadão na hora do almoço e essa constelação de famosos ou semi-famosos estava atrás da Dona Onça, ou melhor, da comida dela. Faz pouco mais de um ano que a Janaína Rueda, mulher do chef Jefferson Rueda, abriu um bar no edifício Copan no centro de São Paulo.
Identificar o lugar como um boteco causa um certo estranhamento. A comida é bem cuidada demais prum boteco e cara demais prum boteco a carta de vinhos é sofisticada demais prum boteco e a seleção de cervejas idem… Enfim é um restaurante com cara de boteco, vai ver que é por isso que faz sucesso. Além de tudo é um charme, resgata uma São Paulo que pensamos um dia ter existido.
Começamos com um carpaccio de boi, parmesão e azeite trufado, por 23 contos. Não consegui encontrar o gosto da trufa, mas estava muito gostoso.
Pedi uma Eisenbahn Strong Golden Ale por 8 pilas. Uma cerveja brasileira e mesmo assim maravilhosa. Que bom ter opção!
Meu marido pediu um hambúrguer com queijo ementhal e fois gras, 28. Gordo e gostoso. Minha amiga Mari gostou do picadinho dela, com arroz, ovo frito e tartar de banana.
Um filé au poivre com mandioca chips , 39, foi a minha pedida e do meu amigo Marquinhos Maciel. O molho estava reduzido demais e um pouquito mais salgado do que eu gostaria, muito denso. Mas não comprometeu, comi com gosto e o Maciel amou.

Filé au poivre com mandioca chips
As sobremesas surpreenderam: cheescake de catupiry brûlée com calda quente de goiabada cascão, 14. E o ótimo cálice de frutas com espuma de chocolate branco e sorvete de cupuaçu, 12.
E o melhor: o café bem tirado vem acompanhado pelos brasileirinhos brigadeiro e doce de leite (tipo pingo de leite – cremosos por dentro com casquinha por fora).
Apesar das misturas fois gras, rabada, picadinho… do cardápio, ele é bem brasileirinho. Ótimo pra causar boa impressão nos amigos estrangeiros que vêm nos visitar. Só não o engane dizendo que aquilo é um bar, rs.