A Casa de Francisca se diz um café-teatro. A música é a arte principal, mas a cozinha é uma ótima coadjuvante. O cardápio não é enxuto, é mínimo mesmo, mas tudo é tão gostosinho e leve. Perfeito pra aguardar pequenos espetáculos de música do mais alto gabarito. Em novembro começa uma temporada, aos domingos, do show “Arrigo Barnabé em Caixa de Ódio – o universo de Lupicínio Rodrigues”. Estou louca pra ir. E quando for, ficarei vigilante como um compositor ciumento pra não me roubarem de novo mais da metade do pão folha da Piu Piu, com coalhada seca, zattar, tomate e hortelã.
O resultado da mistura de Arrigo Barnabé com falafel tá na Casa de Francisca
28/10/2009 · 1 Comentário
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Dica do Juarez: Bola Preta
27/07/2009 · 1 Comentário
Yara, sempre sigo suas sugestões…ótimas… posso dar uma? lembra do Bar Supremo? o Américo Marques da Costa um dos donos…depois da Casa Europa, que não é mais dele…abriu o Bola Preta, esquina da R.José Maria Lisboa com a Al. Campinas. Gostei da comida, do preço e do ambiente…avalie e aproveite! Aos sábados tem uma feijoada super honesta! A Alessandra comeu um poivre muito bom e sobremesa tem o Toucinho do Céu do velho Supremo! Um beijo para vc. e Marcelo.
Juarez (comentário postado no about)
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Dica da Mari: Due Cuochi Cocina
27/07/2009 · 1 Comentário
Yara, segunda vez no Due Cuochi Cucina. Vc precisa ir e avaliar se estou louca ou a comida é divina mesmo…
Mari, (comentário postado no “about”)
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O Killa é do Peru!
23/06/2009 · 2 Comentários
Não conheço bem a comida do Peru. Minha experiência se resume ao que comi no Brasil. Aliás, provei um ceviche há muitos anos, no restaurante De Comer, em Salvador, na Bahia, que na época adorei. Era um camarão marinado no abacaxi acompanhado de batata doce! E no AK Delicatessen experimentei uma chupe uma sopa típica com camarão e ovo. Maravilhosa.
Abriram três restaurantes peruanos em São Paulo nos últimos meses: o La Mar, o Salero e o Killa – perto da minha casa, thanks God, porque na região tem pouco restaurante interessante.
No dia dos namorados consegui fazer uma reserva no Killa e tive uma grata surpresa. Casa simpática, comida gostosa a um preço honesto. Tem gente que acha que as porções são mínimas. Não achei.
Pedimos duas entradas: mini-causa – um amassadinho de batata recheado com frutos do mar e uma espécie de molho de abacate. Interessante, por R$ 18. E calamares tacu tacu. Por R$ 16 comemos uma lula recheada com uma massa felita de lentilhas e ervilhas. Adorei.

mini causa

calamares tacu tacu
Como prato principal pedimos um lomo saltado pra dividir por R$ 32. Um filé mignon com especiarias e batata frita.
O Georges, sócio da casa, tinha uma ótima opção de vinho pra acompanhar as entradas: o espumante rosé português 3B da Filipa Pato (uva: Baga 75% e Bical 25%), que, pro meu paladar, combinou muito bem com a lula.
A sobremesa – mousse de frutas tropicais com suspiro, não me disse muito; ao contrário do brinde do dia dos namorados. Ganhamos uma sugestiva mini-garrafa de um creme de chocolate com um pincel pra incitar a imaginação… Volto lá pra provar os ceviches!

brinde pra namorar, oops, pra namorados rs rs
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Etiquetado: ceviche, comida peruana, espumante
Chez Fabrice: bistrô com preço de restaurante
14/05/2009 · 4 Comentários
Queria muto ir ao Chez Fabrice (r. Mourato Coelho, 1.140 – Vila Madalena – tel: (11) 3032-4227), depois que vi uma matéria na revista Época São Paulo sobre esse bistrô francês. A matéria elogiava a relação custo benefício, os preços pareciam ótimos e os pratos apetitosos. E lá fui eu atrás de um BBBB (bom, bonito, barato e bom trato).
Bem, nesse restaurante provençal encontrei alguns Bs, mas não todos.
Vejamos:
Couvert: sem dúvida 4 Bs. Por R$ 6 reais eu tive brioche com ervas bom, não maravilhoooso, mas com gostinho de “feito em casa”; mais queijo cremoso com tapenade, e berinjela.

entre os pães, brioche com ervas
O serviço era superatencioso, mas não tínhamos nenhum sommelier na casa (também, como eu fizesse muita questão).
Pratos:
Eu comi uma merluza ao molho de vinho tinto, que estava magnífica, por R$ 34. O preço parece ótimo, mas o fato é que o acompanhamento – no caso pedi um ratatouille, custa R$ 8. Aí o peixe vai para o preço médio de restaurantes da mesma categoria: R$ 42. Já não sei se é caro ou barato. Fui com uma gana de achar um restôzinho mais barato que perdi a capacidade de avaliar. Mas o prato tava muito bom.

vinho do molho não brigou com o peixe
Minha mãe pediu o carré de cordeiro com purê , que também estava excelente. Saiu por R$ 42 + tian de abobrinha e tomate, por R$ 8, dá R$ 50 o prato. Nada barato.
De sobremesa experimentamos a torta de maçã com sorvete, bem servida, por R$ 12.

torta de maça: farta, massa um pouco mole
O tian e o ratatouille são acompanhamentos tão frugais, a decoração é tão despretenciosa, o preço poderia ser um pouco melhor. Mas justiça seja feita eles têm um menu executivo.
Caro, barato, caro… Sei lá! Eu recomendaria o restaurante? Recomendaria, mas se os preços fossem mais de bistrô, eu indicaria.
Para quem se interessar, uma taça do francês Chateau Bel Air, apenas “tomável” sai por R$ 19.
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SAJ é BBBB, porque o pai Farabbud também o é. Coisa de Família!
10/04/2009 · 5 Comentários

pães frescos e entradas maravilhosas
Lendo a Época São Paulo, vi que o filho do dono do Farabbud e um sócio abriram o Saj na Vila Madalena com uma cozinha parecida. Filho de peixe também serve as delícias do pai. O cardápio é ligeiramente diferente e o restaurante maior, mais charmoso. Entrando lá encontrei Juarez, Lesi e Maria Clara – família amiga linda do bairro. Juarez é gourmet dos antigos. Ele é quatrocentão, não por causa do brasão, mas pelo olfato nobre que fareja o que São Paulo tem de bom. Eu falei que estava lá por causa do Farabbud. Ele lembrou do Bambi e do Flamingo. O Flamingo eu não conhecia – também fez história na culinária árabe (no fundo acho que síria).
Procurando o site do Farabbud pra fazer o link, descobri que um dos sócios do restaurante vem do Flamingo e a outra vem do Bambi. Leia a história
Voltemos aos neto Saj. Tem algumas diferenças em relação ao Farabbud e uma delas é genial. Eles servem de entrada pães frescos e quentinhos. E um pão folha com zattar que é de morrer comendo. Por 5,80. (Ehhhh). Pedi o trigo grosso com coalhada que parece o Trigo Frique do pai. Tão bom quanto, mas a porção parecia menor, acho que era entrada. Por apenas R$13,80. Minha maravilhosa amiga Carminha que nos acompanhava pediu uma esfiha de zattar, que estava meio queimadinha e demorou demais pra chegar. Mas também pra conseguir sentar tava demorando 40 minutos.
Juarez havia recomendado o quibe de peixe, que vem com pinole de verdade, mesmo assim não custa o olho da cara (R$18,90). Mas como nos entupimos de pão e, do trio babaganuch, coalhada e homus – excelente, não agüentamos comer mais. Mas você vá lá comer – no Saj e no Farabbud – restaurantes excelentes para tempos mais ou menos bicudos. Flamingo, Bambi, Farabbud e Saj – longa vida às gerações BBBB.
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Tordesilhas: uma sobremesa de romper o tratado
29/03/2009 · Deixe um comentário
O trocadilho com o Tratado de Tordesilhas é tão abestalhado quanto eu fiquei ao comer uma sobremesa criada pela chefe Mara Salles do Tordesilhas. O quê que era aquilo? E eu nem gosto muito de doce. No cardápio ela já prometia, na boca o doce se superou. Cocada de tabuleiro com sorvete de tapioca e calda de tamarindo. É a mais perfeita tradução (leitura) do que a Bahia tem de prazerosa. Se for lá, devore o troço. Infelizmente não tinha levado a máquina naquele dia pra registrar.
Experimentei a tal da perdição no domingão do dia 22 de março. Eu, meu marido e minha mãe fomos ao Tordesilhas para “comer o bufê”. Acho que 50 reais por cabeça, se não me engano. Comida tradicional brasileira bem feita. A chefe, atenciosa, estava servindo os clientes, explicando prato a prato, como comer o barreado… Tudo muito bem feito, mas não necessariamente saboroso. A costela de porco estava perfeita crocante por fora, macia, incrível. Havia um peixe de entrada muito gostoso. Mas a moqueca, por exemplo, estava longe de ser muito saborosa. O barreado é bom, mas não é uma comida maravilhosaaaa. E o pastel de entrada estava muito gorduroso. Acho que esse esquema de bufê é complicado, grandes tachos talvez não permitam a acuidade no tempero sempre. Longe de mim dizer que a comida dela não seja boa. Longe. Acabei de me ajoelhar perante a sobremesa. Além disso, não estou acostumada a ir lá e pedir a la carte. Ponto positivo: vinho em taça Calia Magna Shiraz – bommm.
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Restaurant Week – prós e contras
18/03/2009 · 4 Comentários
Por falta de tempo não fui conhecer nenhum restaurante novo, deixo aqui minhas impressões sobre aqueles aos quais que fui, exceto o La Risotteria, cujo comentário está no post abaixo.
Prato principal: nas duas vezes escolhi a tainha acompanhada de sauté de pupunha com nirá , tare chinês e arroz de coco. Na minha opinião, é pelo peixe que se conhece o restaurante. Nas duas vezes estava ótimo. Acabei comendo as duas sobremesas: sopa de frutas com caviar de baunilha – gostosa, mas light demais; e depois o canudinho de doce de leite com sorvete de limão, estava bom, mas achei que o sorvete não combinou muito com o doce, deu uma amargada.
Acabei indo duas vezes no almoço: na segunda, dia 9/3, e no sábado, 14/03. Entre as opções, o escondidinho de fumeiro, como entrada, estava excelente. Segundo a chefe Tatiana Szeles: o fumeiro é uma carne de porco defumada, “importada” diretamente do nordeste. Já a segunda opção de entrada: salada de mamão verde, cenoura, pepino, abacate, e castanha do Pará não deixou saudade.

tainha do Boa Bistrô
A chefe disse que durante esta edição do Restaurant Week, serviu 3500 refeições, desse total deve ter recebido 30 reclamações. Pareceu pra ela, uma média boa. No sábado, por exemplo, pra dar um atendimento razoável ela suspendeu os outros pratos do cardápio, mesmo assim o atendimento estava um pouco confuso. Mas o Boa apresentou saldo positivo. Quem foi até lá pôde conhecer de fato o tipo de comida que se faz no restaurante. Ponto para a Tatiana. Um lugar bonito agradável, falta um pouco mais de cuidado com isolamento acústico; e que tem alguns pratos muito inspirados.
Decepção. Fui no jantar da sexta, 13/03. Serviço confuso. Eu conhecia o Capim Santo, quando era na Vila Madalena. Essa foi a primeira vez que fui, depois da mudança para os Jardins, e perdeu um pouco o charme.
Bem, o serviço estava confuso e a comida pra lá de questionável. Afinal, cá entre nós, servir de entrada um mix de folhas verdes !!!Achei um acinte. As opções de prato principal:feijão negro com camarão defumado, acompanhado de couve refogada e paçoca de amendoim; e peito de galinha caipira com crosta de mandioquinha, acompanhado de espinafre refogado. Bem, escolhi o mais exótico. O gosto do camarão se perdeu no meio da feijoada. A paçoquinha estava muito gostosa, mas o conjunto da obra estava desequilibrado, por isso pedi uma pimenta pra dar gosto no prato. O problema é que o garçom trouxe tabasco, nada a ver numa casa de origem baiana. Mas depois outro garçom (pedi duas vezes porque não estava sendo atendida), trouxe uma pimenta caseira bem boa.
Agora, magoei com o pudim de tapioca de sobremesa. Um doce que me lembra algumas férias em Cabuçu, na casa do meu Tio Manoel – praia do recôncavo baiano, depois de Santo Amaro da Purificação.Toda tarde ficava esperando a moça do tabuleiro com o pudim de tapioca, que vinha com coco, bem cremoso. O do Capim Santo tava tímido, bobo. Se depender da experiência que tive no Restaurant Week vai ser difícil voltar lá, até porque é um lugar caro. Um prato de peixe pode custar entre 50 e 70 reais – preço do Manacá, em Camburi, que é maravilhoso.
Considero o AK um dos melhores restaurantes de São Paulo. Critério: regularidade dos pratos, qualidade dos ingredientes, chefe talentosa e sempre circulando pelo salão. Fui lá no almoço da sexta, 13/03. Experimentei as duas entradas: Ceviche de peixe fresco com creme de berinjelas e vinagrete de romã – muito bom; e o carpaccio fatouch de rosbife, bom também e com duas folhas de pão excelentes. Em geral, os pãezinhos de entrada no AK já anunciam a qualidade e honestidade do restaurante

carpaccio de rosbife
Voltando ao prato principal: experimentei o tagine de frango com vegetais e couscous marroquino. Tagine, pela minha pesquisa superficial, é um prato cozido lentamente em uma panela chamada tagine, típico do Marrocos. Estava bem feito e muito saboroso. A sobremesa, uma torta de maçã com crème brûlée, ótima.

tagine de frango - AK
Uma coisa que eu amei: pedi vinho em taça, escolhi o chileno Terra Andina, veio numa garrafinha de 187 ml, por 16 reais, se não me engano. Isso evita servir vinho aberto há muito tempo e/ou mal acondicionado.
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Etiquetado: comida brasileira; sobremesa



